segunda-feira, maio 21, 2012

Menina Menina


Ela não sabe que a vejo manhãs — toda alvorada para os olhos. Dulcíssimas manhãs. Não sabe e esconde o corpo nu, apaga a luz... Se esconde menina menina, como é. Eu que sei das flores que não se vê numa paisagem noite. Mesmo que seja noitinha estrelada lá no que a gente sente, que não se apague a lamparina. Não se apague menina! Vê-se com tanto defeito, coisa ali que não devia, coisa cá fora do eixo, que nem me vê sem sustentar o queixo.   

Um comentário: