Escrevo pouco de tanto que vivo. Nisso de viver, sempre me sobra um pouco de existência, vou lá e a anoto. Em minhas anotações estão marcadas lembranças que não são inteiras, são sempre meias. Nunca cabe tudo de tanto que vivo.
Nasci e vivo. Vivendo consigo ser esse algo que não há noutro canto senão nesse onde estou. Estou dentro de mim e me sou com o corpo e com a alma. Com a singularidade de quem se é, com a leveza de quem se deixa ser.
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