domingo, fevereiro 27, 2011

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

(outro fragmento)

Degusto o anseio nestas horas lentas -- essas de tua ausência. Meu pensamento debruçado na janela lhe vê e te espera.

Ensaio um sorriso.

Poça

Por favor, torça os pingos de minha alma num balde, para que ninguém escorregue nela.

terça-feira, fevereiro 15, 2011

(fragmento de uma coisa outra)

Com que força ela me olhava! Parecia até que me via. Verdadeiramente via. Eu, que não estava nu, contudo. Sequer sei se estava ali. De súbito me vi no olhar que me via. Ela, que era linda. Bailarina. Miragem da minha sede -- e estava ali, no entanto. Com espanto me percebi sem saber onde colocar as mãos, porque ela verdadeiramente me via. Eu me senti dentro de mim e não soube o que fazer comigo. Quisera estar nela que é linda. As mãos deslocadas de o corpo estar tão no presente.  

Éramos silêncio. 

terça-feira, fevereiro 08, 2011

Labareda

Acontece um nada. É assim: o presente vazio e o futuro aguardando um sonho naufragado.
Eu jogando lenha no fogo das vontades.